sexta-feira, 1 de julho de 2011

meu avô quer ficar livre, eu sei.
seus cabelos branquinhos contaram aos meus dedos.
e olhando pra ele a gente vê
Igualzinho a uma folha de outono que resiste até o fim do inverno.
meu avô precisa de sopro, precisa de sonho, precisa de asas.
e todas essas coisas não posso lhe dar.
mas ainda assim, asas eu tento improvisar, costurando-as dia e noite com as penas de meu amor.